
Mário Cesariny e a Fundação Cupertino de Miranda assumiram uma relação de grande proximidade e amizade.
A primeira sala desta exposição permanente é dedicada ao artista e contém para além de algumas das suas obras, um conjunto de 12 fotografias tiradas em 2003 ao interior da sua casa pelo fotógrafo Duarte Belo.
A Fundação Cupertino de Miranda apresenta assim uma mostra para consagrar o artista e o homem de natureza excecional que representa o Surrealismo, como expressão artística e literária e, sobretudo, como uma maneira revolucionária de ver, de entender e de viver a Vida.
Artur Manuel do Cruzeiro Seixas é um dos principais representantes do Surrealismo em Portugal..
Este espaço permite dar a conhecer algumas das obras selecionadas entre as muitas que se encontram no acervo do Centro Português do Surrealismo, que o próprio ajudou a construir com as suas doações, com os seus conselhos e com o seu exemplo de colecionador de sonhos e de fragmentos vivos.


Júlio Maria dos Reis Pereira, separa o pintor do poeta desde o próprio nome de adoção com dois pseudónimos, Julio ligado às artes e Saúl Dias à poesia. Irmão do poeta José Régio e engenheiro civil por formação é poeta e pintor por vocação.
Numa linha que vai do Expressionismo ao Surrealismo, a obra de Julio costuma ser lembrada pelo um diálogo fraternal entre poesia e pintura e onde o desenho ocupa um espaço de relevância.
Neste espaço que hoje lhe é dedicado na Fundação Cupertino de Miranda podemos encontrar um total de 8 obras que possibilitam rever um autor singular e revisitar o momento em que a viagem pelo universo surrealista foi mote de experiência e interesse.
Nascido em 1926, em Lisboa, Fernando Lemos interessa-se pela atividade surrealista, mais especificamente pela fotografia. A sua atividade fotográfica deixa uma marca na história do Surrealismo, e da fotografia em particular, merecedora de destaque, em 2001, do Prémio Nacional de Fotografia.
A Fundação Cupertino de Miranda dedica-lhe assim um espaço permanente com 8 fotografias e uma pintura a óleo, que revela as captações de uma objetiva que faz recuar mais de 50 anos e que transporta o espetador para o imaginário estético da fotografia surrealista.


Este espaço é dedicado à obra que melhor representa o Simbolismo plástico português - “A Vida: Esperança, Amor, Saudade” da autoria de António Carneiro.
Esta foi considerada marcante e de forte rutura com a pintura que se fazia em Portugal na época, representando uma nova entrada ideológica na arte portuguesa, e foi doada pelos Fundadores em 1977.
António Teixeira Carneiro Júnior nasceu a 16 de setembro de 1872 (Amarante) e faleceu a 31 de março de 1930 (Porto). Foi pintor, poeta, ilustrador, diretor artístico, professor e escriturário e é lembrado como uma pessoa melancólica, mística e introvertida. Manteve em vida um círculo relativamente restrito de admiradores e cuja obra ganhou visibilidade e a densidade histórica merecida através do trabalho de investigadores.